Joe Hill - A Estrada da Noite

Olá ^^
primeiramente gostaria de agradecer o carinho de todos vocês para com as minhas dicas, em especial agradeço os amigos de Portugal que têm visitado o Blog Amo Muito Ler e deixado a sua marca ^^. Obrigada!
O Livro de hoje, escrito por Joe Hill, um escritor que está conquistando cada vez mais adeptos do terror literário, trás a história do cinqüentão Judas Coyne (JC), uma lenda do rock pesado que adora colecionar objetos macabros: como por exemplo, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um livro de receitas para canibais, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de um assassinato e por aí vai.
JC recebe por e-mail uma estranha propaganda de um leilão na internet onde uma pessoa vende o fantasma do padrasto pelo lance mais alto, JC não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
Por mil dólares, JC se torna o "feliz proprietário" do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas do passado, como o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu, Jude não tem medo de encarar mais um. Porém tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração.

Desta vez, não se trata de uma simples curiosidade nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora. O espírito parece estar em todos os lugares, causando um frio mórbido por onde passa, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente, é uma verdadeira sentença de morte. O roqueiro descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ter sido abandonada por Jude, enviado pela irmã da garota que cometeu suicídio. Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A Estrada da Noite, e nada é o que parece.
Recomendadíssimo para quem ama uma boa dose de terror e fantasmas em suas leituras. ^^

Diário da Sibila Rubra – O Retorno das Bruxas


Sinopse: Um vampiro em busca dos segredos de um antigo diário secreto. O diário conta as memórias de Elaine de Voltaire, uma sibila rubra como a bruxa que guarda os segredos. A mesma decide ler para o vampiro as lembranças de uma mítica Santa Catarina de outrora.
Ao primeiro olhar, o autor Kizzy Ysatis parece um ser extraporâneo, uma figura encantadora e insólita, de criatividade alucinada e erudita. O santista lembra um Lorde Byron moderno amalgamado com a veia poética de um Edgar Allan Poe ou um Lovecraft. Após trazer ao público, em sua estréia, o seu Clube dos Imortais – A Nova Quimera dos Vampiros, primeiro livro do gênero agraciado com o prêmio Rachel de Queiroz, traz sua nova obra, Diário da Sibila Rubra – O Retorno das Bruxas, um livro que aborda os segredos antigos do Paralelo Noturno, tendo como cenário a ilha de Santa Catarina.
Num romance de incrível qualidade literária, Kizzy faz de sua narrativa um exercício poético em meio à história, uma proposta intimista, da mesma forma que Virginia Woolf coloca como as escolhas de uma pessoa podem ocasionar conseqüências e a importância de saber lidar com elas.
A narrativa tem início nos dias atuais, quando o vampiro Luar invade a casa de Alessandra, a última sibila rubra, atrás de um velho diário. Como o livro possui um encanto que proíbe o vampiro de ler, a jovem bruxa decide lê-lo de uma vez naquela noite. E, assim, passamos ao cenário das primeiras décadas do século 20 para conhecer os segredos de uma família de bruxas, as sibilas rubras, sua chegada à ilha de Santa Catarina e os trágicos acontecimentos de que o vampiro foi coadjuvante.
Amor e morte são o mote desse livro, que nos leva a um quebra-cabeça instigante e estimulante, pelos segredos contido no diário da sibila Elaine. Diário da Sibila Rubra – O Retorno das Bruxas não pode ser considerado uma seqüência de Clube de Imortais, mas um marcante encaixe em que ambos os livros seguem uma trama sensível e misteriosa, que desvenda o mundo dos vampiros, lobisomens e bruxas pelas terras brasileiras.
Leitura obrigatória para os apaixonados pelo gênero terror como também para aqueles que gostam do estilo clássico à Machado de Assis.

Baltimore e o Vampiro


Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o capitão inglês Henry Baltimore vê seu pelotão ser dizimado pelas forças inimigas. Depois da batalha, uma criatura bizarra passa a se alimentar dos corpos e, quando nota Baltimore, se volta contra ele. O capitão revida, e na batalha, acaba sendo envenenado na perna que termina amputada. Mas a criatura também tem parte do rosto desfigurado. A partir de então, os dois iniciam uma perseguição por vingança que envolve a todos na Europa.
Baltimore e o Vampiro chama atenção inicialmente por ser um trabalho de Mike Mignola, o criador de Hellboy. Entretanto, Mignola é responsável pela arte que ilustra as páginas do livro; a narrativa fica por conta do competente Christopher Golden, ainda pouco conhecido no Brasil.
No livro, Golden cria uma trama que junta uma grande narrativa da história de vingança entre Baltimore e o vampiro que o atacou no campo de batalha com narrativas mais curtas, praticamente contos, que os amigos de Baltimore contam uns aos outros em um bar enquanto esperam para encontrá-lo.
Além disso, outro charme do livro é o paralelismo proposital com o conto “O valente soldadinho de chumbo”, de Hans Christian Andersen. Tal qual o soldadinho, Baltimore não tem uma perna e precisa enfrentar um sórdido inimigo. Destaque para as belas ilustrações do soldadinho, de autoria de Mignola que abrem os capítulos. Sob elas sempre há um trecho original do conto de Andersen.
Uma outra comparação que pode ser feita é entre este livro e o clássico da literatura brasileira Noite na Taverna, de Alvares de Azevedo. Isso porque após a narrativa do encontro original entre Baltimore e o Rei Vermelho, o foco do livro vai para o encontro de três amigos do capitão em uma taverna. Por meio deles a história de Baltimore é contada.
Cada um deles o conheceu em diferentes momentos de sua vida e ouviram histórias medonhas de seus feitos. E todos eles só acreditaram nelas porque presenciaram coisas ainda mais bizarras. E essas coisas que presenciaram são contadas uns aos outros como contos. Exatamente como no livro de Azevedo. Entretanto, apenas a forma e conceito aproximam os dois livros. Enquanto no brasileiro as histórias contadas na taverna envolvem incesto, traição, necrofilia e outras coisas mais grotescas, o norte-americano fica apenas na seara do terror sobrenatural.
O trabalho de Golden é bastante versátil. Quando conta a história de Baltimore, a narrativa é em terceira pessoa; quando a palavra passa aos amigos de Baltimore que o esperam na Taverna, passa a ser primeira pessoa, mas sem perder o ritmo. Outra variação lingüística acontece quando estão em cena apenas Baltimore e o Rei Vermelho, quando o tempo dos verbos passa a ser o presente. E isso tudo sem ser cansativo. Méritos para o tradutor e para os preparadores de texto da edição brasileira.
A editora brasileira, por sinal, é a Manole, com o selo Amarylis. Trata-se de uma editora que no passado já publicou HQs e hoje está fora do cenário. Talvez se o resultado desse trabalho de Mignola surta um bom efeito, fique uma ponta de esperança de que futuramente a casa publicadora volte aos quadrinhos. 
Fonte: Homem nerd

Stardust - Neil Gaiman e Charles Vess

Tristran Thorn deve adentrar no mundo das fadas para capturar uma estrela cadente e conquistar sua verdadeira amada. Mal sabe ele as dificuldades que se colocarão em seu caminho.

Stardust é um romance gráfico de Neil Gaiman e Charles Vess. Apesar do denominação, não se trata de uma HQ, mas de uma obra literária, um conto de fadas para adultos soberbamente ilustrado.

Reza a lenda que Stardust surgiu quando Gaiman teve a idéia de uma história sobre uma estrela cadente numa noite de agito e procurou seu parceiro Vess para ilustrá-la. O famoso desenhista de temas fantásticos topou com a condição de que, ao invés de uma HQ, linguagem que os fizera faturar prêmios pelo trabalho no volume 19 da série Sandman, fosse um romance gráfico ilustrado. Dito e feito: meses depois a Vertigo lançava uma minissérie em quatro edições com a história de Stardust em texto corrido e ilustrada. Posteriormente, o trabalho seria compilada em livro.

A trama conta, ao melhor estilo Gaiman de ser, a história do jovem Tristran em busca de uma estrela cadente para presentear a sua amada. Para pegá-la, o rapaz deve cruzar o muro que separa nosso mundo do das fadas. Só que no mundo das fadas a estrela é uma bela e insolente moça e que não está disposta a facilitar a vida de Tristran.

Com o passar do tempo, Tristran aprende que nem tudo é o que parece e que há muito mais escondido dentro dele do que ele mesmo pode imaginar. A história ganha contornos épicos e maravilhosos, se desenrolando para o seu final inesperado.

Trata-se de uma aventura simpática, mas não é o melhor trabalho de Gaiman. O principal charme está no perfeito casamento do texto com as ilustrações de Charles Vess e o inusitado de um livro para adultos com uma temática associada, nos dias de hoje, ao infantil.

A Pixel, aproveitando o lançamento da adaptação no cinema lançou essa nova edição, também com nova tradução. Destaque para o último capítulo, originalmente intitulado de “Stardust” e que agora passou a se chamar “O Mistério da Estrela” para aproveitar o terrível subtítulo utilizado nos cinemas brasileiros.

Internamente, essa nova versão teve melhor tratamento que a anterior, da editora Conrad. Um tratamento melhor de imagens e uma tipologia interessante nas aberturas de capítulos chamam a atenção. Contudo, o acabamento do álbum da Conrad era um pouco melhor, com orelhas e uma bela capa com reserva de verniz na ilustração. Outra diferença entre a edição nova e a antiga são os extras. A nova versão tem uma ótima galeria de esboços e de capas originais, ao passo que a anterior não.

Mas o principal atrativo do trabalho da Pixel deve ser o preço. Enquando a edição da Conrad custava em média entre R$ 50 e R$ 55, a da Pixel tem um formato mais simples e com melhor aproveitamento de papel (17 x 24) e sem orelhas, o que deve jogar o preço para uma faixa entre R$ 40 e R$ 50, facilitando a vida de quem quiser comprá-lo.

Stardust é um livro extremamente recomendável para aqueles que curtiram o filme e querem ter uma experiência ainda mais fantástica mergulhando num conto de fadas adulto.

fonte: http://www.homemnerd.com.br/resenha.php?id=2655

O Livro dos Contos Enfeitiçados


Gente, a dica de hoje é de um livro super legal recheados de contos fantásticos e tudo de bom^^


Sinopse: Em sete contos, Martha Argel nos conta histórias sobre bruxas.
A bruxa como personagem fantástico habita o imaginário humano há muito tempo, sendo o vilão principal dos contos de fadas. A partir dos anos 60, contudo, a bruxa deixou de ser apenas vilã para lutar ao lado de fadas e magos, exercendo um novo papel na literatura, tiradas do ostracismo com a crescente liberação das mulheres.
Dentro desta perspectiva transcorre esta série de contos. Tem em comum também que, na maioria deles, algumas mulheres nascem bruxas e são despertadas.
Em "Amarelo, Amarelo", uma mulher tem que tomar conta da sobrinha por alguns dias, justamente quando tem que ir à Festa (assim mesmo, em maiúsculo). O gosto extremamente exagerado da menina pela cor amarela dá (literalmente) o tom ao conto. Nele notamos a habilidade da autora em contar a história desvendando pouco a pouco tanto o caráter da tia como da sobrinha e dando um desfecho bastante bom que pode surpreender alguns leitores
Em "Eu detesto futebol", temos uma narrativa bem humorada de um problema comum para maioria das mulheres: o rival futebol. Numa convenção de bruxas, que também tinham este problema, elas resolvem com um feitiço poderoso suprimir o futebol da história do mundo, obtendo resultados inesperados.
Em "O Verdadeiro Poder", a autora conta uma legítima história de bruxas e bruxos, com batalhas contra entidades malignas. Neste conto, Martha Argel demonstra conhecer bem, pelo menos em teoria, a Grande Arte.
O humor volta em "O Olho vermelho", onde um alarme baseado em um sensor de movimento leva o hospede de um quarto a imaginar coisas apavorantes.
Ainda no viés humorístico, temos "Final Feliz", que nos mostra um conto de fadas, contado de outro ponto de vista: será que casar é viver feliz para sempre?
O conto que dá nome ao livro, "O Livro dos Contos Enfeitiçados", entra pela ótica do terror. Um livro escondido dentro da biblioteca de uma escola, segundo lenda que os estudantes contam, pode prender o leitor para sempre, vivendo seu pior pesadelo.
Fechando o livro, temos o conto "Sofia", onde uma jovem fica sozinha no fim de semana de seu aniversário e terá muito que contar depois, se alguém acreditar. Um clássico de batalhas entre bruxas, muito bem escrito.
O livro é agradável e de fácil leitura, garantindo bons momentos de prazer para quem gosta de literatura fantástica.
Fonte homem nerd